quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Será que era amor?


A pergunta ficou me atormentando durante todo o final de semana. Tudo começou depois de uma conversa com colegas de trabalho durante o almoço quando alguém disse: o amor é algo construído com outra pessoa, se não for assim não é amor, mas sim paixão.

Mas como assim: será que eu não amei quando disse que amei? Nunca construí nada com ninguém, acho que nem mesmo com Sherek!

Tem gente que AMA todos as pessoas com quem se envolvem, eu nunca fui de dizer EU TE AMO tão facilmente, sempre preferi dizer: estou apaixonada, mas confesso que AMEI ou, pelo menos, achei que amei.

Vamos aos amores:
A primeira vez que senti meu coração bater mais forte foi na primeira série. Eu estudava em uma escola de manhã e era considerada a melhor da turma. Era a assistente oficial da professora, a responsável por apagar o quadro, distribuir as folhas de exercícios aos alunos, mas principalmente ir a secretária. Era lá que ele estava, o homem mais lindo que tinha visto até então, o secretário. Filho da diretora ele era sempre gentil e me recebia sempre com um sorriso e a frase: Lá vem a assistente índia mais linda da escola! Na época eu parecia uma índia mesmo, odiava quando as pessoas me chamavam assim, mas ele podia. É possível alguém com sete anos amar? Não sei, mas meu coração disparava toda vez que eu o via. E foi assim durante três anos até eu mudar de escola.

Aos 10 anos eu amei de novo. Ele era lindo e eu sonhava em ser sua namorada. Ele morava na esquina, na casa de portão verde. Eu e minhas amigas tinhamos a seguinte tática: quando jogavamos volei na rua a bola tinha que ser jogada bem longe para que fosse buscar e o visse jogando futebol. Foi assim durante um bom tempo. Todo mundo sabia que eu gostava dele, inclusive ele. A namorada dele, miss da cidade, me colocava no chinelo, mas eu não me importava. Um dia descobri que ele iria para o seminário, seria padre! Como assim? Quase morri, não podia acreditar que perderia o grande amor da minha vida (na época claro). Escrevi uma carta gigante com vários Eu Te Amo e dizia que a distância não acabaria com o que sentia por ele. Fiquei semanas criando coragem e passando de bicicleta na rua do futebol para entregar a carta, mas não entreguei. Ele foi embora e eu continuei a amá-lo. Alguns anos depois ele voltou e descobri que não seria mais padre. Foi o dia mais feliz da minha vida, eu com 15 anos já e não mais BV (boca virgem) tinha a chance de ficar com ele. Uma super amiga minha arrumou tudo, marcamos na igreja e durante a missa (sou pecadora eu sei) saímos de fininho e tudo aconteceu. Foi lindo!!! Depois de cinco anos fiquei com o cara que amava. Mas foi só...

Até hoje acredito que o amor que tive com 19 anos foi o mais forte. Eu havia chegado em SP a pouco mais de um ano e, num momento insano, fui fazer faculdade de administração de empresas. Ele era o típico turista e nunca estava na aula, com aquele par de olhos inebriantes e um jeito quieto e "tímido" ele entrou no grupo de trabalhos que eu estava. Um dia, durante uma conversa iniciada na escada, as coisas começaram a mudar. Conversa, conversa vem acabou rolando. Só Deus sabe como gostei daquele cara. Ele não foi o primeiro homem, de verdade, na minha vida, mas foi o que mais me ensinou. Mas ele tinha (na verdade tem até hoje) um grande problema: um amor inesquecível. Quando acabou, eu também acabei. Nunca sofri tanto por alguém como sofri por ele. As piores atitudes que se pode imaginar pós fim eu fiz. Liguei, supliquei, me humilhei. Achei que fosse morrer de amor, não comia, não saia, não ficava com ninguém. Foi assim durante quase um ano, antes de por um fim naquela situação. Com muito apoio dos amigos consegui. Durante muito tempo me permiti coisas com ele que me degradavam como mulher, mas me fazia feliz. Passado tudo isso mantive uma relacionamento de amizade e sexo avulso com ele, certo isso? Não sei, mas me fazia bem e não me magoava mais. Infelizmente ele casou e eu perdi meu PA (consulte suas amigas para saber o que significa) favorito, paciência, mas ainda prezo pelo bom custume de não sair com caras casados.

Sobre o Sherek vou deixar em aberto, não sei se amei, se amo, ou se foi apenas uma loucura...

E ai? o que é o amor pra você?
Belle








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